segunda-feira, 24 de junho de 2019

Centenário de Waldir Calmon (12)

O Sucesso da boate Arpège


A boate Arpège, no Leme, foi um grande sucesso: havia filas de espera na porta e Waldir Calmon mandava colocar mesas do lado de fora para que todos pudessem esperar com conforto. Em seu palco, várias atrações se revezavam, com artistas como Ary Barroso, João Gilberto e Tom Jobim - além, é claro, da atração principal: o proprietário e pianista Waldir Calmon! Quem quisesse curtir uma excelente música para dançar, tinha de ir à Drink ou à Arpège e, até o começo dos anos 60, foi assim.
- foto 1 (acima): Logo da Arpège
- foto 2: Nota no jornal Diário da Noite (17/10/1956)
- foto 3: matéria no jornal Correio da Manhã (23/12/1956)

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Acima, o vídeo de Samba no Arpège (Waldir Calmon - Luiz Bandeira). Esta é a versão cantada, do LP Chá Dançante 3 (Rádio, 1957). A versão instrumental foi gravada no LP Uma Noite no Arpège 2 (Copacabana Discos, 1957).

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Centenário de Waldir Calmon (11)

Programa de TV Ritmos S. Simon



Em 1952, Waldir começou a apresentar o programa semanal Ritmos S. Simon pela TV Tupi e, posteriormente, pela TV Rio. O programa permaneceu dez anos no ar e transformou-se em um disco-brinde que o patrocinador, as lojas de lustres de cristal S. Simon, oferecia a seus clientes. 
- foto 1 (acima): Capa do LP Ritmos S. Simon
- foto 2: Nota do jornal Diário da Noite, de 08/10/1954, elogiando o programa e Waldir Calmon.
- foto 3: Matéria do jornal Diário da Noite, de 1956, falando dos escolhidos para a entrega do prêmio Revista Show TV aos melhores da televisão, no ano de 1956. Waldir Calmon ganhou como "Instrumentista" e o programa Ritmos S. Simon foi classificado e concorreu com outros oito em sua categoria.
- foto 4: Anúncio da loja S. Simon na Revista do Rádio, de 25/12/1954.
E não esqueçam de que, no dia 3 de agosto, teremos o show-baile "Centenário de Waldir Calmon"! Mais detalhes em www.waldircalmon.com

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Acima, o vídeo da guaracha Cumaná (Haroldo Spina/Barclay Allen/ Hillmann) - que era o prefixo do programa e abria e fechava o LP Ritmos S. Simon.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Centenário de Waldir Calmon (10)

Show-Baile em homenagem a Waldir Calmon

 

É com grande alegria que convido todos vocês para a homenagem que iremos fazer a meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, em seu centenário: será um show-baile no dia três de agosto, no Cariocando (Catete, RJ). Teremos um show e, quando acabar, um "mini" baile com gravações de Waldir Calmon e de seus contemporâneos "bons de baile", como Djalma Ferreira, Miltinho, Ruy Rey, Românticos de Cuba, Xavier Cugat, Ray Conniff, Sinatra, Nat King Cole... bem ao estilo dos anos 50 e começo dos 60! Meu desejo era fazer um baile com orquestra, do jeitinho que ele gostava, mas infelizmente não foi possível, então meu irmão, o DJ e técnico de som Marcus Calmon, irá comandar as "carrapetas"! Esperamos vocês!

SERVIÇO:
- local: Cariocando Bar
- endereço: rua Silveira Martins, 139, Catete, RJ (ao lado da estação do metrô Catete)
- data: 03 de agosto de 2019
- horário: de 18h30 às 22h30
- couvert: R$ 30,00 por pessoa
- venda antecipada: 21 96937 0294 (Whats App)
- reservas: 21 2557 3646 e 21 2526 2348
- estacionamento: ao lado (preço fixo de R$ 15,00)


Acima, o teaser do evento.
- edição de vídeo: Marcia Calmon
- música: Mambo en España (Ramón Marquez) na gravação de Waldir Calmon (Copacabana Discos,1953) que foi um grande sucesso.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Centenário de Waldir Calmon (9)


Três momentos de Waldir Calmon nos jornais


Três notas de jornal sobre o sucesso dos vinis de Waldir Calmon:
- foto 1: O jornal Correio da Manhã (16/08/1953) fala do grande êxito do 78 rpm que tinha Cao Cao Manipicao (Carbô Menendez), do lado B, e Mambo en España (Ramon Marques), do lado A. Graças ao enorme sucesso, Waldir Calmon gravou mais dois 78 rpm pela Copacabana Discos e uma das gravações fez parte da trilha da chanchada É Pra Casar (Luiz de Barros, 1953) - filme do qual Calmon participou.

- foto 2: O jornal Imprensa Popular (28/04/1957) fala sobre o sucesso que os LPs de Waldir Calmon, gravados pela Rádio, estavam alcançando. Em tempo: este selo não lançava 78 rpm, somente 10 e 12 polegadas.

- foto 3: O jornal Diário da Noite (24/07/1957) publica um anúncio, convidando para uma tarde de autógrafos no Rei da Voz (Centro, RJ) e cita a incrível vendagem dos 100.000 discos da série Feito para Dançar. Waldir Calmon foi o primeiro artista popular a atingir esta marca no Brasil.

Na foto acima, Waldir Calmon recebendo prêmios e homenagens por conseguir vender 100.000 discos da série Feito para Dançar. Atrás dele, Fernando Lobo, comemorando na boate Arpège (Leme, RJ).

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Centenário de Waldir Calmon (8)


Tema de Márcia


Quando eu era criança, gostava muito de dançar e dançava em qualquer lugar e em qualquer hora. Talvez por esta razão, meu pai tenha batizado esta música bem animada de Tema de Márcia (Waldir Calmon)! O áudio tem alguns problemas, por causa do estado do vinil, mas dá para ouvir. O disco é Waldir Calmon e seus Multisons (Copacabana Discos, 1970), relançado após a sua morte, em 1982, pelo selo Beverly.


Centenário de Waldir Calmon (7)


Contribuição para o Mercado Fonográfico Brasileiro


Waldir Calmon gravou cerca de 130 títulos - entre LPs, compactos, regravações etc. Em 1957, por exemplo, chegou a gravar SETE LPs! A saber: Feito para Dançar 6, 7 e 8, Chá Dançante 2 e 3, Uma Noite no Arpège 2 e Mambos 2. Sua contribuição para o desenvolvimento do mercado fonográfico brasileiro foi imensa:

- Foi o primeiro músico a gravar um long-play de dez polegadas na América do Sul com o vinil Ritmos Melódicos (Rádio, 1952). Capa do vinil na foto 2.

- Lançou o primeiro disco popular de 12 polegadas no Brasil (série Feito para Dançar). Veja a capa do número 12, mostrando todos os outros LPs da série (foto acima)

- Lançou, também pela Rádio, o primeiro disco estéreo genuinamente nacional, conforme matéria do jornal JB - coluna Discos Populares, de Mauricio Quádrio, em 29/11/1958 (foto 3).

- Foi o primeiro artista a conseguir uma tiragem de 100.000 discos em território nacional (também com a série Feito para Dançar).

- Criou o disco para dança, sem intervalos entre as faixas, reproduzindo o som das boates da época.

A foto 4 mostra uma matéria do jornal Correio da Manhã (14/04/57), falando de mais um lançamento de Waldir Calmon. A foto 5 mostra uma lista dos discos mais vendidos (LPs e 78 rotações) em 1956. Infelizmente, não sei a data e nem o jornal que publicou. Repare que há três LPs de meu pai, simultaneamente, na parada: em primeiro, terceiro e sétimo lugares.

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A música no vídeo é Romance sin Palabras, de Chucho Navarro, que dá título ao disco de Waldir Calmon e foi gravada com um belíssimo arranjo de cordas e sopros.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Show "Os Sons na Música"


Obrigada!



E o show foi lindo! Muito trabalho, muito ensaio, muita preparação... mas valeu a pena! O texto e o repertório agradaram ao público e tivemos um momento mágico. A melhor parte deste trabalho é realmente quando estamos em cena.

Agora, vou me dedicar ao show em homenagem ao centenário de meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, no dia três de agosto de 2019, no Cariocando (Catete, RJ). Depois pretendo voltar a fazer apresentações de Os Sons na Música com meu companheiro de vida e de música, o maestro Tranka Oliveira, e, claro, com minha mãe, Marta Calmon.

Abaixo, algumas fotos do show tiradas pelo excelente dublê de fotógrafo-guitarrista-compositor Adonay Pereira! Logo após, um vídeo, de smartphone, com trechos de algumas músicas do show.



  








quinta-feira, 16 de maio de 2019

Centenário de Waldir Calmon (6)


Waldir Calmon e Paulo Gracindo


Com Paulo Gracindo, em 1974, durante a temporada do espetáculo Brasileiro Profissão Esperança, no extinto Canecão (Botafogo, RJ), onde Waldir trabalhou de 1969 a 1977.


Com texto de Paulo Pontes e baseado na música de Antonio Maria (1921-1964) e Dolores Duran (1930-1959), Brasileiro Profissão Esperança foi um dos mais bem-sucedidos musicais produzidos no Brasil: estreou em 12 de setembro de 1974, no Canecão, e permaneceu oito meses em cartaz com casa lotada e batendo recordes de público. Esta montagem, dirigida por Bibi Ferreira e estrelada por Clara Nunes e Paulo Gracindo, também foi um grande sucesso de crítica. Mário Lago, por exemplo, se emocionou tanto com o show que chegou a passar mal e disse ser "o mais inteligente e maravilhoso espetáculo que Paulo Pontes já montou e talvez um dos melhores montados neste país”. Segundo Chico Buarque, foi “um trabalho inteligentíssimo de Paulo Pontes. Não é preciso dizer nada: é maravilhoso.”

Na foto abaixo, capa do LP gravado ao vivo.




No vídeo acima, o disco do espetáculo Brasileiro, Profissão Esperança, com Clara Nunes e Paulo Gracindo.