Depois de uma vida inteira dedicada à música, decidi criar um blog com o intuito de dividir um pouco a minha experiência com todos os amantes desta arte divina. Espero que possamos discutir vários assuntos com debates interessantes. Só não garanto postagens freqüentes, pois o tempo anda escasso... Um grande abraço!
É com
grande alegria que o maestro Tranka Oliveira (teclado e violão) e eu (voz)
retornaremos ao Beco das Garrafas (Copacabana, RJ) com novo show: Os Sons na Música! Será no próximo dia
11 de maio, véspera do Dia das Mães, e, claro, com participação especial,
afetiva e efetiva de minha mãe, Marta Calmon! Esperamos vocês lá! Um abraço!
SERVIÇO:
- data: 11 de maio (sábado)
- horário: 19h30
- local: Beco das Garrafas (Bottle's Bar)
- endereço: rua Duvivier, 37, Copacabana, RJ
- couvert: R$ 30,00 (somente em dinheiro)
- venda antecipada: 21 98399 9832 (WhatsApp) com Julia Luz após às 14h00
- reservas: 21 2543 2962 e 21 98460 6042
- produção: Marcia Calmon e Tranka
- foto: Adonay Pereira
No vídeo
acima, o teaser do show Os Sons na Música:
- edição de vídeo: Marcia Calmon
- imagens: Cristo Redentor (HELINEWS)
Praia
de Copacabana (youtuber João Barbosa-Na Estrada)
Marcia
Calmon e Tranka Oliveira (Sérgio Murilo)
- música: "Wave" (Tom Jobim) gravada por Marcia
Calmon e Tranka Oliveira durante ensaio.
LP Waldir Calmon e seus Multisons (Copacabana Discos, 1970)
Em 1970, meu pai gravou um disco um pouco diferente do que
estava habituado – ele possuía faixas dançantes, mas também algumas que
pareciam inspiradas em trilhas de filmes: Waldir
Calmon e seus Multisons. Em 1982, após sua morte, este mesmo vinil foi
relançado pelo selo Beverly.
Este disco se tornou famoso internacionalmente após a faixa Airport Love Theme (Paul Francis Webstef - Alfred Newman) ter sido usada como
base para um rap de muito sucesso, em 2004, despertando a atenção de DJs do
mundo inteiro. A música que sampleou a gravação de Waldir Calmon chama-se Curls e está no álbum de estreia Madvillainy - da
dupla Madvillain, formada
pelo MC MF Doome pelo produtor Madlib. Vários críticos consideraram o disco
como um dos melhores do gênero. Martin Boev, por exemplo, escreveu em seu blog In Search of Media que Waldir Calmon “com sons
de órgão e riffs sutis de guitarra ao fundo, dá uma vibração sinistra que iria
caber perfeitamente em um filme de James Bond. Esse sentimento é capturado na
faixa Curls, de Madvillain,
perfeitamente (...). Um dos claros destaques do maior disco underground de
hip-hop da história.”
Outros raps surgiram da mesma gravação de Airport Love Theme, comoSlyCriminality, por Kamanchi Sly (2017),
e Lirica Sean P, por Saggaz & Yellow
(2017). Do
mesmo lp, as músicas Afro Son (Waldir
Calmon) e Zorra (Waltel Branco)
também têm despertado a atenção de rappers de diversas partes do mundo,
mostrando a versatilidade e a atemporalidade do trabalho de Waldir Calmon.
Curiosidades
sobre a boate Arpège e o aniversário do Leme
Belíssima homenagem do grupo/blog Meu Leme Rio de Janeiro ao pianista e compositor Waldir Calmon! Em 2019, meu pai completaria 100 anos e nosso querido bairro Leme completa 125 na próxima sexta-feira! Este link é do blog Meu Leme Rio de Janeiro, onde há um ótimo texto e um vídeo que gravei especialmente para a data! O texto do post, no Facebook, é:
"🔺A Gustavo Sampaio, 840, no Leme, brilhou com a Boate Arpège. Ela foi uma das boates mais famosas do Rio de Janeiro, e ficava aqui no Leme. O criador foi Waldir Calmon, que fez a música do Canal 100.
E no ano que o Leme faz 125 anos, a Prefeitura do Rio gostaria de homenagear Waldir Calmon, com uma placa comemorativa na fachada da loja 840, onde em breve vai funcionar uma Pet Shop.
Em 30 de abril de 1946, o então presidente do Brasil,
Eurico Gaspar Dutra, assinou um decreto que proibia os jogos de azar no país e,
consequentemente, os cassinos. Milhares de pessoas perderam o emprego e as
casas noturnas tiveram de se adaptar a uma nova realidade. O jogo bancava os
shows luxuosos - em salões enormes, com orquestras numerosas e muitas vedetes –
e, sem ele, já não era mais possível seguir com o mesmo padrão. Casas menores,
com um número reduzidos de músicos e sem show
girls começaram a surgir. O estilo de cantar também mudou para ficar mais
condizente com o novo espaço: as grandes vozes cederam lugar às interpretações
mais intimistas. Um novo tipo de casa noturna surgia – a boate.
Em 1946, foi
inaugurada uma das mais famosas boates brasileiras: a Vogue, na avenida Princesa Isabel, limite entre Leme e Copacabana,
no Rio de Janeiro. No mesmo ano, surgia a Night
and Day, no Hotel Serrador (Centro, RJ). Outras foram surgindo e
tornando-se ponto de encontro de empresários brasileiros e estrangeiros,
celebridades e políticos influentes. Vale lembrar que o Rio de Janeiro era a
capital da República e o Brasil saiu da Segunda Grande Guerra com um belo
superávit, e a Europa, devastada, tentava se reerguer dos escombros. Articulações
políticas e negócios eram feitos à noite, dentro destas boates. A noite do Rio fervilhava!
Talvez pela
presença da Vogue, outras boates
surgiram na região. As mais badaladas foram a Sacha’s (do pianista turco Sacha Rubin), a Fred’s, a Drink (do
pianista Djalma Ferreira e, posteriormente, da família de Cauby Peixoto) e a Arpège (do pianista Waldir Calmon). Uma
época de ouro, com filas de espera na porta, que durou até a metade dos anos 60
– quando a mudança da capital para Brasília começou a mostrar seus efeitos na
noite carioca.
Fotos 1 e 2:
interior da boate Vogue
Foto 3: Linda
Batista e Jorge Goulart cantando na boate Vogue
Foto 4:
interior da boate Sacha’s
Fotos 5 e 6:
capas de discos do pianista Sacha Rubin
Foto 7: capa
do disco da boate Drink, reproduzindo a porta de entrada da casa
Foto 8:
entrada da Drink
Foto 9: o
pianista Djalma Ferreira, primeiro dono da Drink.
Foto 10:
entrada da boate Arpège (acima)
Foto 11: capa
do disco Uma Noite na Arpège, com um desenho da boate
Foto 12:
interior da Arpège
Foto 13:
anúncio de jornal, divulgando a inauguração da Arpège
Foto 14: nota
no jornal Correio da Manhã sobre o sucesso da Arpège (23-12-56)
Foto 15: nota
sobre Os melhores da Semana, no jornal Diário da Noite (17-10-56), falando de Waldir Calmon e da Arpège.
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No primeiro vídeo, Djalma Ferreira e seus Milionários do Ritmo interpretam Samba do Drink (Djalma Ferreira - Luis Antônio). Em seguida, Waldir Calmon e o Samba no Arpège (Waldir Calmon - Luiz Bandeira).
A Rádio Serviços e Propaganda foi uma produtora totalmente
dedicada, como o nome já dizia, ao maior veículo de comunicação de massa até os
anos 60: o rádio. A empresa prestava serviços às emissoras, mas também atendia
no varejo, gravando discursos, declamações, audições de alunos de canto etc...
Como produtora, gravava jingles, entrevistas, reportagens externas, alugava
equipamentos de som para comícios, fazia pesquisa de mercado, campanhas publicitárias
no rádio, elaborava scripts de programas, novelas etc...
No final dos anos 1940, a Rádio Serviços e Propaganda Ltda
contratou Waldir Calmon e seu conjunto para uma série de apresentações
transmitida, em cadeia nacional, pelas Emissoras Associadas (no Rio de Janeiro,
pela rádio Tamoio), tornando-o famoso em todo Brasil. O programa, produzido por
Antônio Maria e apresentado por Luís Jatobá, chamava-se Balcão de
Melodias e ia ao ar às terças e quintas-feiras, 21:15h, com o patrocínio
do Colírio Moura Brasil. O Balcão de Melodias fez tanto sucesso que
a Rádio Serviços montou um estúdio para gravação de discos profissionais e
comprou uma fábrica para a prensagem dos vinis, em Petrópolis, RJ. Nascia então
o selo Rádio com o dez polegadas Ritmos Melódicos - que possuía
oito das músicas mais solicitadas no programa. Waldir entrava para a história
fonográfica como o primeiro artista a gravar um long-play de dez polegadas na
América do Sul (Rádio, 1952).
Em tempo: o jingle do Colírio Moura Brasil, "duas gotas, dois minutos, dois olhos claros e
bonitos", do rei dos jingles Miguel Gustavo, também foi gravado por Waldir
Calmon. Nas fotos:
Dia 30 de janeiro de 2019, meu pai, o
pianista e compositor Waldir Calmon, faria 100 anos! Inúmeras lembranças me vêm
à cabeça, do pai e do artista, e se embaralham, num misto de saudade e orgulho.
Fui agraciada com um pai dedicado, amoroso e extremamente cuidadoso – seus excessos,
por vezes, me irritavam, embora lá, bem no fundo, eu sempre soubesse que era
amor. Suas idiossincrasias me confundiam, pois o homem que me ensinou as
primeiras notas na pauta era o mesmo que fez de tudo para eu não ingressar na
carreira artística e que também ficava todo bobo quando me via pegar algum
instrumento e sair tocando. Creio que ele se identificava muito comigo quando
via minha ânsia por saber, a curiosidade imensa que eu carregava dentro de mim
e a minha paixão por desenhar e tocar. Eu sabia que poderia contar com ele para
qualquer coisa e ele sabia que a recíproca era verdadeira. Infelizmente, não
pude fazer nada para impedir o seu infarto, mas posso, ao menos, lutar para que
o trabalho que ele fez, com grande amor, não morra também.
Para quem não conhece a extensão da obra de
meu pai, fiz um site (www.waldircalmon.com) e uma
página no Facebook (Centenário de Waldir Calmon), postando fatos e
curiosidades da vida do artista e todas as homenagens que acontecerão no
decorrer deste ano.
Tentando resumir o seu legado, além de pianista e
compositor, Waldir Calmon gravou cerca de
130 títulos - entre LPs, compactos, regravações etc -, mas foi com a série Feito para
Dançar que ele atingiu a impressionante marca, para a época, de 100.000
exemplares vendidos em 1957. Ele também gravou, com a cantora Ângela Maria, o
antológico Quando os Astros Se Encontram
(Copacabana Discos, 1958) que tem, por sugestão de Waldir, a gravação original
de Babalu (Margarita Lecuona) e talvez
o maior sucesso de nossa querida sapoti.
A sua contribuição para o
então incipiente mercado fonográfico brasileiro foi imensa:
- Primeiro artista a gravar um long-play de dez polegadas na
América do Sul com o vinil Ritmos
Melódicos (Rádio, 1952).
- Primeiro artista popular a lançar um disco de 12
polegadas no Brasil com a série Feito
para Dançar.
- Gravou, também pela Rádio, o primeiro disco estéreo
genuinamente nacional, conforme matéria do jornal JB - coluna Discos Populares, de Mauricio Quádrio,
em 29/11/1958.
- Primeiro artista a conseguir uma tiragem de 100.000
discos em território nacional com a série Feito
para Dançar. - Criou o disco para dança, sem intervalos entre as faixas,
reproduzindo o som das boates da época e ideal para festas em casas de família.
Nos anos 1940, Waldir Calmon
lançou o solovox: um pequeno
sintetizador de três oitavas, monofônico e importado que era acoplado ao piano
acústico, fazendo um som diferente. O solovox,
fabricado pela Hammond Organ Co norte-americana entre 1940 e 1950, foi o
precursor dos teclados eletrônicos em geral. Waldir
também participou de filmes nacionais, como Hoje
o Galo Sou Eu (Aloísio T. de Carvalho, 1958) e Com A Mão Na Massa (Luiz de Barros, 1958), e ganhou dezenas de prêmios
por seu trabalho.
Em 1955, abriu sua própria casa noturna no
Leme, RJ - a Arpège. O sucesso foi
tanto que outra série de discos, Uma
Noite no Arpège, surgiu. Nomes como Tom Jobim, Chico Buarque, Dóris
Monteiro, João Gilberto e Ary Barroso, entre outros, apresentaram-se em sua
boate. A Arpège entrou para a história da vida noturna carioca e da música
brasileira. Dentre as muitas histórias, Vinícius de Moraes conheceu Baden
Powell durante um show na boate e lá estreou o novato Chico Buarque, fazendo o
show Roda-Viva com o MPB4 e Odete
Lara.
Em homenagem a esta data
tão especial, fiz um set com 41 minutos só de músicas da famosa Feito para Dançar (esta série ainda não
foi disponibilizada para streaming ou venda). Clique aqui para ouvir. Ainda sobre as
gravações de Waldir Calmon, muitos me perguntavam onde poderiam comprar ou baixá-las
e eu, constrangida, não tinha muito o que falar. Agora, para minha alegria e
após vários pedidos, a gravadora finalmente disponibilizou uma parte de sua
obra para streaming e download na internet!!! É muito mais prático e econômico,
pois você pode comprar o disco inteiro ou apenas a faixa individual! Se
preferir, pode colocar as músicas em playlists de sites como Deezer e Spotfy e ouvi-las sempre que desejar! Há dez discos de Waldir
Calmon na GooglePlay: as compilações Grandes Exitos, The Beat of Brasil, Seleção de Ouro – 20 Sucessos, Maringá e O Lounge Brasileiro, e os discos de carreira Samba Alegria do Brasil, Quando os Astros se Encontram, Mambos, Mambos 2 e Ritmos Melódicos 1.
Waldir Calmon também está concorrendo a uma placa pelo projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio, oferecido pelo Instituto Funjor e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Cada voto equivale a uma doação de dez reais e você pode votar quantas vezes quiser: basta fazer o depósito na conta da Funjor e enviar o recibo com o nome do artista votado. Os cinco primeiros artistas mais bem votados ganharão uma placa, falando de sua carreira, e a final será em março (mais detalhes no Facebook). O meu desejo é colocar a placa no lugar onde antes funcionava a boate Arpège, no Leme, RJ. Fiz um vídeo para divulgar a iniciativa que você poderá assistir no final deste post.
Quem quiser conhecer mais a fundo o trabalho
de meu pai e, claro, ouvir muita música, por favor, visite o site www.waldircalmon.com. Ele nos deixou
muito cedo, mas sua obra permanece bem viva!Um abraço!
Participação de Waldir Calmon no filme Hoje, o Galo Sou Eu! (1958) em que o pianista e seu conjunto tocam as músicas Concerto n°1 (Tchaikovsky), Polonaise (Chopin), Samba no Arpége (Waldir Calmon e Luís Bandeira) e, acompanhando a cantora Neusa Maria, Nova Ilusão (José Menezes e Luís Bittencourt). Hoje, o Galo Sou Eu! foi dirigido por Aloísio T. de Carvalho e seu elenco contava com Ronaldo Lupo, Liana Duval, Renata Fronzi, Pituca, Henriqueta Brieba, Procopinho e Luís Gonzaga, entre outros.
Apresentação de Waldir Calmon no programa Os Melhores da Semana (com patrocínio da Mullard Rádio e TV e da Casa Neno S/A), na TV Tupi dos anos 50. O filme original é mudo e por isso foi sonorizado com a gravação, de 1957, da música Samba no Arpége, de Waldir Calmon e Luís Bandeira. Nesta gravação de Samba no Arpége, Waldir toca piano acústico e solovox - que, no vídeo, podemos ver acoplado ao teclado do piano.
Vídeo que fiz para divulgar a participação de meu pai no projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio. Os votos são através de doações para o Instituto Funjor que podem ser feitas no Banco Itaú:
- agência: 0706 - conta corrente: 04730-5 (A.A.A.A. Instituto FUNJOR) - CNPJ: 18.741.152/0001-00
Depois, o comprovante deve ser fotografado e enviado, com o nome do artista votado, para funjortv@gmail.com . Desde já, agradeço o seu voto!!!
Este post
tem duas finalidades: a primeira é dizer que, a partir de agora, a música que o
maestro Tranka Oliveira compôs para seu amigo Tom Jobim, a bela (Canção) Pro Nosso Tom, está disponível
em todas as plataformas digitais e o download pode ser feito na loja Google
Play! Quem assina Deezer, Spotify, iTunes, e outros serviços de streaming de
áudio, já pode colocá-la em sua playlist!
O segundo
motivo pelo qual escrevo este post é desejar-lhes um 2019 maravilhoso, com
muita saúde e paz – tão importante nos dias de hoje! Que todos tenhamos serenidade em nossos corações a fim de tomarmos as decisões mais acertadas para nossas vidas, o país e o mundo.
Para animar o fim de ano, nossa interpretação de um
clássico do mestre Barry White: Love’s
Theme! Este projeto era um desejo pessoal
meu, com gravação do áudio e montagem de um vídeo repleto de citações a ícones da pop art dos anos 70 e a artistas que participaram, de uma forma
ou de outra, de minhas infância e adolescência. Quem me conhece sabe do que
estou falando e da importância que muitos tiveram, inclusive, em minha formação
musical.
Eu era bem criança quando Love’s Theme, em sua gravação original,
me arrebatou com suas cordas, trompas, guitarra com o "moderno"
efeito wow-wow, seu maravilhoso arranjo... E, logo depois, Barry White começou
a cantar, mantendo sempre o alto padrão
de suas gravações com grandes orquestras e um extremo bom gosto. Eu admirava o
seu trabalho instrumental, como também as músicas em que ele colocava sua
belíssima voz ou o trio vocal feminino do qual sua mulher, Glodean, fazia
parte. Mais do que uma simples gravação ou um vídeo, é uma sincera homenagem. O arranjo foi
executado integralmente pelos teclados e elaborado por mim e Tranka Oliveira.
·teclados:
Tranka Oliveira
·vocais,
mixagem e edição de vídeo: Marcia Calmon
·fotos de
Marcia Calmon e Tranka: Adonay Pereira e Sergio Murilo
Abaixo, os nossos vídeos de Love's Theme e (Canção) Pro Nosso Tom, bem como a letra da música e o link para a Google Play. Um enorme abraço em
todos vocês e um 2019 com muita música boa!
(Canção) Pro Nosso Tom (Tranka Oliveira)
Não, não chega de saudade, não
É o coração que diz pra mim
Não, não chega de saudade
Eu quero mais canções de Tom Jobim
Um coração magoado pela própria
insensatez
Um samba desafinado porque o morro não
tem vez
Lígia, Luíza, Bebel, Gabriela
A gente sabe quem é carioca só pelo
jeitinho dela
Vem flauta, vem pinho prá cantar o meu
amor
Faz falta um cantinho só pra ver o
Redentor
Tom Jobim, a saudade não vai passar
Por toda a minha vida eu sei que vou te
amar Canções de Tom Jobim, Canção pra Tom Jobim
Encerramos a temporada de nosso show Cantando em Qualquer Tempo, no maior astral, e agradeço muitíssimo
pelo sucesso! Agora vamos preparar um show novinho em folha para 2019! Quero
aproveitar também para desejar um Natal maravilhoso! Que haja mais tolerância e
compreensão de que todos estamos no mesmo barco, ou melhor, no mesmo planeta e
que nossa sobrevivência passa pelo respeito à natureza e a seus recursos que,
um dia, possibilitaram à vida brotar das águas e desenvolver suas raízes
em terra firme. Que os adultos reverenciem cada criança na face da
Terra, compreendendo que o futuro está em seus pequenos corações, puros ou
cheios de amarguras, dependendo somente do que lhes será oferecido. Um Natal
iluminado!
Abaixo, três vídeos com canções natalinas: o primeiro e o terceiro são com a fantástica banda Earth, Wind and Fire – infelizmente sem o vocalista e fundador Maurice White: The First Noel e Jingle Bell Rock (Joe Beal & Jim Boothe). Acredita-se que The First Noel seja uma canção do séc. XVII e a origem da melodia ainda é um mistério. Em 1823, William B. Sandys (1792-1874) e Davies Gilbert (1767-1839) adicionaram a letra que conhecemos hoje em dia. O segundo vídeo é de uma canção que já postei no blog, porém em outra versão: Nat King Cole e sua filha Natalie cantam lindamente The Christmas Song (Merry Christmas To You), de Robert Wells e Mel Tormé. Um Natal maravilhoso e muito musical para todos! Grande abraço!