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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Com vocês, Marrrrrrlene!

 CENTENÁRIO DA RAINHA DO RÁDIO MARLENE


A eterna rainha do rádio, Marlene, completaria cem anos no dia 22 de novembro de 2022 e é com imensa alegria que compartilho nossa homenagem a esta artista com quem trabalhamos por muitos anos: um documentário que fiz, com muito carinho e apoio do maestro Tranka Oliveira, falando de sua longeva e brilhante carreira como cantora, atriz, apresentadora e compositora!  O vídeo é longo, mas não dá para falar de Marlene em pouco tempo... Além de contar a sua história, coloquei fotos, vídeos e, é claro, muitas músicas. No final, ainda interpretamos uma de suas composições, A grande verdade (Marlene Luiz Bittencourt!

No próprio documentário, há os nomes de todos os canais do YouTube onde estão os vídeos citados, caso queiram assisti-los por inteiro. Um abraço!

- pesquisa, textos e edição: Marcia Calmon
- arranjo e teclados: Tranka Oliveira


o link para assistir ao vídeo diretamente no YouTube é https://youtu.be/lv22GaU7Dk8

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Centenário de Waldir Calmon (24)


Instalação da placa em homenagem a Waldir Calmon



No dia 18 de setembro de 2019, o Instituto FUNJOR e a Prefeitura do Rio, através do IRPH, fizeram a instalação das cinco placas da segunda fase do projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio. Uma delas foi dedicada ao pianista, compositor e proprietário da boate Arpège, Waldir Calmon. A placa foi colocada justamente onde funcionou, de 1955 a 1967, a boate: rua Gustavo Sampaio, 840-A, Leme, RJ. Os outros agraciados foram o radialista Manoel Barcellos, a cantora Dalva de Oliveira, o apresentador Paulo Monte e as irmãs Batista. Quero agradecer também à petshop ZeeNow que hoje ocupa o imóvel e permitiu afixar a placa na fachada da loja. 

Abaixo, algumas fotos da instalação da placa e também um pequeno vídeo de agradecimento, gravado por mim e meu irmão, Marcus:
- foto 1 (acima): Meu irmão e eu
- foto 2: Com a viúva do cantor José Ricardo, dona Hercy Maria Tobias, meu irmão Marcus e o grande Ramalho!
- fotos 3 e 4: colocação da placa
- fotos 5 e 6: a placa já instalada

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domingo, 11 de agosto de 2019

Centenário de Waldir Calmon (20)


Entrega da placa da Funjor



No próximo dia 28 de agosto, quarta-feira, vou receber a placa em homenagem a meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon! Agradeço a todos que votaram e, quem quiser, pode comparecer e prestigiar o evento! Serão cinco artistas contemplados: Manoel Barcellos, Dalva de Oliveira, Waldir Calmon, Paulo Monte e as irmãs Batista.

Comunicado oficial da Funjor: "No próximo dia 28 de agosto, quarta-feira, às 16 horas, no Centro Carioca de Design (Praça Tiradentes, 48 - em frente à estação do VLT), o Instituto FUNJOR, em parceria com a Prefeitura do Rio, através do IRPH - Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, fazem a entrega das 5 placas da 2ª fase do projeto Patrimônio Cultural Carioca - CIRCUITO RÁDIO. Haverá apresentações, homenagens e todos poderão tirar fotos com as placas antes de serem colocadas nos locais das homenagens.. O Instituto FUNJOR agradece aos associados que se somaram nesta ação e os convida para este dia de encerramento desta fase do projeto. Entrada franca."

Centenário de Waldir Calmon (19)

Alguns momentos do show-baile


Quero agradecer muito, mas muito mesmo, a todos aqueles que prestigiaram o nosso evento em homenagem ao centenário de meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, e nos ajudaram a lotar o Cariocando!!! Só estou fazendo esta postagem agora porque tirei uns dias para descansar logo após o show - eu estava esgotada física e emocionalmente. Vocês não têm ideia de como mexeu comigo ficar debruçada, durante meses, na carreira de meu pai, esmiuçando cada detalhe, pesquisando, colhendo imagens, fatos... e pensando nele a cada segundo. Eu precisava desligar um pouco disto tudo. Mas agora já estou de volta e com esta pequena compilação de vídeos só para dar uma ideia do que foi! Para ver o álbum de fotos, visite o site www.waldircalmon.com/centenario.htm! Um grande abraço e, mais uma vez, obrigada!


terça-feira, 23 de julho de 2019

Centenário de Waldir Calmon (16)

Djalma Ferreira e a boate Drink


Uma raridade este vídeo com imagens da boate Drink! Nele, podemos ver o proprietário da DrinkDjalma Ferreira (órgão), tocando com seu conjunto Milionários do Ritmo: Ed Lincoln (piano), Waltel Blanco (baixo), Hugo (bateria) e Miltinho (voz). A música é o sambalanço, de grande sucesso, Lamento (Djalma - Luiz Antônio).

Djalma Ferreira, tal qual Waldir Calmon, foi o proprietário de uma das boates mais importantes da vida noturna carioca nos anos 50 e começo dos 60 e um dos músicos de maior destaque, no período, no Brasil. A trajetória de ambos é semelhante, pois tiveram seu próprio selo, sua própria produtora, suas próprias boates, gravaram e venderam muitos discos e ajudaram a popularizar o solovox e o órgão Hammond no país. Em 1963, Djalma vendeu a boate para a família de Cauby Peixoto e mudou-se, definitivamente, para os EUA. No show-baile do próximo dia 3 agosto (sábado), Djalma e seus Milionários do Ritmo também serão homenageados!

SERVIÇO:
- local: Cariocando Bar
- endereço: rua Silveira Martins, 139, Catete, RJ (ao lado da estação do metrô Catete)
- data: 03 de agosto de 2019
- horário: de 18h30 às 22h30
- couvert: R$ 30,00 por pessoa
- venda antecipada e reservas: 21 96937 0294 (Whats App)
- estacionamento: ao lado (preço fixo de R$ 15,00)
- produção: Marcia Calmon e Tranka


sexta-feira, 31 de maio de 2019

Centenário de Waldir Calmon (9)


Três momentos de Waldir Calmon nos jornais


Três notas de jornal sobre o sucesso dos vinis de Waldir Calmon:
- foto 1: O jornal Correio da Manhã (16/08/1953) fala do grande êxito do 78 rpm que tinha Cao Cao Manipicao (Carbô Menendez), do lado B, e Mambo en España (Ramon Marques), do lado A. Graças ao enorme sucesso, Waldir Calmon gravou mais dois 78 rpm pela Copacabana Discos e uma das gravações fez parte da trilha da chanchada É Pra Casar (Luiz de Barros, 1953) - filme do qual Calmon participou.

- foto 2: O jornal Imprensa Popular (28/04/1957) fala sobre o sucesso que os LPs de Waldir Calmon, gravados pela Rádio, estavam alcançando. Em tempo: este selo não lançava 78 rpm, somente 10 e 12 polegadas.

- foto 3: O jornal Diário da Noite (24/07/1957) publica um anúncio, convidando para uma tarde de autógrafos no Rei da Voz (Centro, RJ) e cita a incrível vendagem dos 100.000 discos da série Feito para Dançar. Waldir Calmon foi o primeiro artista popular a atingir esta marca no Brasil.

Na foto acima, Waldir Calmon recebendo prêmios e homenagens por conseguir vender 100.000 discos da série Feito para Dançar. Atrás dele, Fernando Lobo, comemorando na boate Arpège (Leme, RJ).

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Centenário de Waldir Calmon (6)


Waldir Calmon e Paulo Gracindo


Com Paulo Gracindo, em 1974, durante a temporada do espetáculo Brasileiro Profissão Esperança, no extinto Canecão (Botafogo, RJ), onde Waldir trabalhou de 1969 a 1977.


Com texto de Paulo Pontes e baseado na música de Antonio Maria (1921-1964) e Dolores Duran (1930-1959), Brasileiro Profissão Esperança foi um dos mais bem-sucedidos musicais produzidos no Brasil: estreou em 12 de setembro de 1974, no Canecão, e permaneceu oito meses em cartaz com casa lotada e batendo recordes de público. Esta montagem, dirigida por Bibi Ferreira e estrelada por Clara Nunes e Paulo Gracindo, também foi um grande sucesso de crítica. Mário Lago, por exemplo, se emocionou tanto com o show que chegou a passar mal e disse ser "o mais inteligente e maravilhoso espetáculo que Paulo Pontes já montou e talvez um dos melhores montados neste país”. Segundo Chico Buarque, foi “um trabalho inteligentíssimo de Paulo Pontes. Não é preciso dizer nada: é maravilhoso.”

Na foto abaixo, capa do LP gravado ao vivo.




No vídeo acima, o disco do espetáculo Brasileiro, Profissão Esperança, com Clara Nunes e Paulo Gracindo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Centenário de Waldir Calmon (1)

Cem anos de muita música!



Dia 30 de janeiro de 2019, meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, faria 100 anos! Inúmeras lembranças me vêm à cabeça, do pai e do artista, e se embaralham, num misto de saudade e orgulho. Fui agraciada com um pai dedicado, amoroso e extremamente cuidadoso – seus excessos, por vezes, me irritavam, embora lá, bem no fundo, eu sempre soubesse que era amor. Suas idiossincrasias me confundiam, pois o homem que me ensinou as primeiras notas na pauta era o mesmo que fez de tudo para eu não ingressar na carreira artística e que também ficava todo bobo quando me via pegar algum instrumento e sair tocando. Creio que ele se identificava muito comigo quando via minha ânsia por saber, a curiosidade imensa que eu carregava dentro de mim e a minha paixão por desenhar e tocar. Eu sabia que poderia contar com ele para qualquer coisa e ele sabia que a recíproca era verdadeira. Infelizmente, não pude fazer nada para impedir o seu infarto, mas posso, ao menos, lutar para que o trabalho que ele fez, com grande amor, não morra também.

Para quem não conhece a extensão da obra de meu pai, fiz um site (www.waldircalmon.com) e uma página no Facebook (Centenário de Waldir Calmon), postando fatos e curiosidades da vida do artista e todas as homenagens que acontecerão no decorrer deste ano. 

Tentando resumir o seu legado, além de pianista e compositor, Waldir Calmon gravou cerca de 130 títulos - entre LPs, compactos, regravações etc -, mas foi com a série Feito para Dançar que ele atingiu a impressionante marca, para a época, de 100.000 exemplares vendidos em 1957. Ele também gravou, com a cantora Ângela Maria, o antológico Quando os Astros Se Encontram (Copacabana Discos, 1958) que tem, por sugestão de Waldir, a gravação original de Babalu (Margarita Lecuona) e talvez o maior sucesso de nossa querida sapoti.

A sua contribuição para o então incipiente mercado fonográfico brasileiro foi imensa:
   - Primeiro artista a gravar um long-play de dez polegadas na América do Sul com o vinil Ritmos Melódicos (Rádio, 1952).
   - Primeiro artista popular a lançar um disco de 12 polegadas no Brasil com a série Feito para Dançar.
   - Gravou, também pela Rádio, o primeiro disco estéreo genuinamente nacional, conforme matéria do jornal JB - coluna Discos Populares, de Mauricio Quádrio, em 29/11/1958.
  - Primeiro artista a conseguir uma tiragem de 100.000 discos em território nacional com a série Feito para Dançar.
  - Criou o disco para dança, sem intervalos entre as faixas, reproduzindo o som das boates da época e ideal para festas em casas de família.

Nos anos 1940, Waldir Calmon lançou o solovox: um pequeno sintetizador de três oitavas, monofônico e importado que era acoplado ao piano acústico, fazendo um som diferente. O solovox, fabricado pela Hammond Organ Co norte-americana entre 1940 e 1950, foi o precursor dos teclados eletrônicos em geral. Waldir também participou de filmes nacionais, como Hoje o Galo Sou Eu (Aloísio T. de Carvalho, 1958) e Com A Mão Na Massa (Luiz de Barros, 1958), e ganhou dezenas de prêmios por seu trabalho.

Em 1955, abriu sua própria casa noturna no Leme, RJ - a Arpège. O sucesso foi tanto que outra série de discos, Uma Noite no Arpège, surgiu. Nomes como Tom Jobim, Chico Buarque, Dóris Monteiro, João Gilberto e Ary Barroso, entre outros, apresentaram-se em sua boate. A Arpège entrou para a história da vida noturna carioca e da música brasileira. Dentre as muitas histórias, Vinícius de Moraes conheceu Baden Powell durante um show na boate e lá estreou o novato Chico Buarque, fazendo o show Roda-Viva com o MPB4 e Odete Lara.

Em homenagem a esta data tão especial, fiz um set com 41 minutos só de músicas da famosa Feito para Dançar (esta série ainda não foi disponibilizada para streaming ou venda). Clique aqui para ouvir. Ainda sobre as gravações de Waldir Calmon, muitos me perguntavam onde poderiam comprar ou baixá-las e eu, constrangida, não tinha muito o que falar. Agora, para minha alegria e após vários pedidos, a gravadora finalmente disponibilizou uma parte de sua obra para streaming e download na internet!!! É muito mais prático e econômico, pois você pode comprar o disco inteiro ou apenas a faixa individual! Se preferir, pode colocar as músicas em playlists de sites como Deezer e Spotfy e ouvi-las sempre que desejar! Há dez discos de Waldir Calmon na GooglePlay: as compilações Grandes Exitos, The Beat of Brasil, Seleção de Ouro – 20 Sucessos, Maringá e O Lounge Brasileiro, e os discos de carreira Samba Alegria do Brasil, Quando os Astros se Encontram, Mambos, Mambos 2 e Ritmos Melódicos 1.

Waldir Calmon também está concorrendo a uma placa pelo projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio, oferecido pelo Instituto Funjor e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Cada voto equivale a uma doação de dez reais e você pode votar quantas vezes quiser: basta fazer o depósito na conta da Funjor e enviar o recibo com o nome do artista votado. Os cinco primeiros artistas mais bem votados ganharão uma placa, falando de sua carreira, e a final será em março (mais detalhes no Facebook). O meu desejo é colocar a placa no lugar onde antes funcionava a boate Arpège, no Leme, RJ. Fiz um vídeo para divulgar a iniciativa que você poderá assistir no final deste post.

Quem quiser conhecer mais a fundo o trabalho de meu pai e, claro, ouvir muita música, por favor, visite o site www.waldircalmon.com. Ele nos deixou muito cedo, mas sua obra permanece bem viva!  Um abraço!  


Participação de Waldir Calmon no filme Hoje, o Galo Sou Eu! (1958) em que o pianista e seu conjunto tocam as músicas Concerto n°1 (Tchaikovsky), Polonaise (Chopin), Samba no Arpége (Waldir Calmon e Luís Bandeira) e, acompanhando a cantora Neusa Maria, Nova Ilusão (José Menezes e Luís Bittencourt). Hoje, o Galo Sou Eu! foi dirigido por Aloísio T. de Carvalho e seu elenco contava com Ronaldo Lupo, Liana Duval, Renata Fronzi, Pituca, Henriqueta Brieba, Procopinho e Luís Gonzaga, entre outros.



Apresentação de Waldir Calmon no programa Os Melhores da Semana (com patrocínio da Mullard Rádio e TV e da Casa Neno S/A), na TV Tupi dos anos 50. O filme original é mudo e por isso foi sonorizado com a gravação, de 1957, da música Samba no Arpége, de Waldir Calmon e Luís Bandeira. Nesta gravação de Samba no Arpége, Waldir toca piano acústico e solovox - que, no vídeo, podemos ver acoplado ao teclado do piano.


Vídeo que fiz para divulgar a participação de meu pai no projeto Patrimônio Cultural Carioca - Circuito Rádio. Os votos são através de doações para o Instituto Funjor que podem ser feitas no Banco Itaú:

- agência: 0706
- conta corrente: 04730-5 (A.A.A.A. Instituto FUNJOR)
- CNPJ: 18.741.152/0001-00
Depois, o comprovante deve ser fotografado e enviado, com o nome do artista votado, para funjortv@gmail.com . Desde já, agradeço o seu voto!!!