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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Site e streaming de Waldir Calmon

 PARA VER E OUVIR


No dia 30 de janeiro de 2022, meu pai, o pianista e compositor Waldir Calmon, completaria 103 anos! Em sua homenagem, fiz este vídeo, falando de seu site oficial e dos sites de streaming que contêm parte de sua obra. A música de fundo é a Samba no Arpège (Waldir Calmon - Luiz Bandeira), na versão instrumental, que está no LP Uma noite no Arpège número 2, (Copacabana, 1957). Muito obrigada e um grande abraço!

domingo, 1 de setembro de 2019

Centenário de Waldir Calmon (21)

Cerimônia de entrega das placas pela FUNJOR



No dia 28 de agosto de 2019, a FUNJOR realizou a cerimônia para a entrega das placas, homenageando seis grandes artistas que muito fizeram pelo rádio: Waldir Calmon, Manoel Barcellos, Dalva de Oliveira, Paulo Monte e as irmãs Batista. A placa de meu pai será colocada onde funcionou, de 1955 a 1967, a boate Arpège: rua Gustavo Sampaio, 840-A, Leme, RJ. Quando a data for definida, avisarei aqui. Abaixo, algumas fotos do evento e, para ver mais, por favor, visite o site www.waldircalmon.com .

- foto 2: O diretor da FUNJOR, Luiz Murillo Tobias, me entregando a placa.
- foto 3: No final do evento, cantei, à capella, um grande sucesso de meu pai, Na Cadência do Samba (Luiz Bandeira), e também Ave-Maria no Morro (Herivelto Martins), imortalizada por Dalva de Oliveira. 
- foto 4: Com a viúva de Paulo Monte, Sônia.
- foto 5: No sentido horário, as placas e seus representantes - eu, a representante do fã-clube de Dalva de Oliveira, Luiz Murillo Tobias (que recebeu a placa em nome das irmãs Batista) e a filha de Manoel Barcellos.

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No vídeo acima, você ouve Pintinhos no Terreiro (Zequinha de Abreu), com Waldir Calmon e seu conjunto. Esta gravação está no LP Feito para Dançar 7 (Rádio, 1958).

terça-feira, 23 de julho de 2019

Centenário de Waldir Calmon (18)

Crítica de Claribalte Passos


No jornal Correio da Manhã, de 30 de setembro de 1956, Claribalte Passos faz a crítica do LP Feito para Dançar 5, em sua coluna Discoteca. Depois do título Um Solista de Categoria Internacional, segue-se o texto: “Constitui objeto de nossa análise musical, técnica e artística, o disco long-play em etiqueta Rádio (selo vermelho), de 12 polegadas, n° 0043GV, instrumental em 33 1/3 rpm, prensagem de Rádio, Serviços, Propaganda Ltda., de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, lançamento de 1956. Trata-se de Feito para Dançar n°5, criações do pianista Waldir Calmon e seu conjunto. Na face A, encontramos uma bela coletânea reunida em pot-pourrit. A saber: Último Desejo, samba de Noel Rosa; Molambo, samba de Jayme Florence e Augusto Mesquita; Recuerdo de Ipacaray, de Demétrio Ortiz e Z de Mirquin; Perfídia, de Alberto Domingues; Love is a Many Splendored Thing, de Fain e Webster; Lisboa Antiga, de Raul Portela. Não há aqui divisão em faixas. Na face B aparecem Guacyra, de Heckel Tavares; Night and Day, de Cole Porter; Risque, de Ary Barroso; Serra da Mantiqueira, de Ary Kerner; Siboney, de Ernesto Lecuona, e finalmente Malagueña, do mesmo autor. Há, no primeiro grupo melódico, uma autêntica mescla de ritmos: samba, samba-canção, bolero e fox. Em Último Desejo, piano e solovox dividem as honras do solo principal, seguindo-se Molambo onde tem especial destaque o solista de piano. Depois, Recuerdo de Ipacaray, sobressaindo-se a guitarra elétrica (suave acompanhamento do solovox, em fundo) e piano. Em Perfídia, Waldir Calmon serve-se, admiravelmente, de expressivos acordes de mão esquerda, bem ao estilo de Roberto Inglês, com notas graves. Love is a Many Splendored Thing, dá melhor oportunidade à execução suave do piano. Finalmente, em variações rítmicas entre o fox e o bolero, termina a face A, com a página Lisboa Antiga. Waldir Calmon faz alarde, em todas as faixas, de extremado virtuosismo e uma notável agilidade digital, principalmente na mão direita. Já nesta altura, temos a definição do talento do artista, na plenitude de sua forma técnica. O desempenho do pianista é, realmente, soberbo, vasado como esteve, na intensidade da expressão e no matiz suave das sonoridades. Premia-o ouvindo ritmo, a par de inimitável burilamento dos desenhos sonoros. Por outro lado, é digno de louvores o bom gôsto do repertório e a singeleza conforme é vestida, através de diferentes arranjos, cada uma destas composições. Na face B, de idêntica maneira, deparamos com a variedade de ritmo e a utilização oportuna do pianista de execuções primorosas sob aspectos estilísticos sempre diferentes quer no plano artístico, quer técnico. Assim, o samba-batucada essencialmente brasileiro aparece na conhecida e tradicional página Guacyra, iniciando-se a execução com o relevo especial do ritmo, seguindo-se as intervenções felizes de guitarra, piano e solovox. Depois, com a melodia Night and Day, temos oportunidade de aplaudir a transplantação do ritmo de fox para bolero, e vice-versa, além da bela marcação feita por Waldir, ao piano, valendo-se do estilo de Maurice Ravel. Também a guitarra aparece eficientemente. Risque, de Ary Barroso, apresenta o belo dueto de celeste e piano. E, após, Serra da Mantiqueira oferece-nos brilhante execução de Waldir ao solovox, reafirmando sua grande classe de solista instrumental. As duas últimas melodias, Siboney e Malagueña, também, justificam nossos sinceros encômios. Feito para Dançar n° 5 agradará, sem dúvida, os mais exigentes dançarinos e amantes do gênero. Nossas felicitações à etiqueta Rádio pela eficiência técnica e artística das doze gravações assim como pelo zêlo com o material de fabricação do disco isento de chiado. – C.P.”

- foto 1 (acima): capa do LP Feito para Dançar 5
- foto 2: contracapa do LP Feito para Dançar 5
- foto 3: matéria no jornal Correio da Manhã (30-09-1956)

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No vídeo acima, Waldir Calmon interpreta Guacyra, de Heckel Tavares. Esta gravação está no LP Feito para Dançar n°5 (Rádio, 1956).

domingo, 21 de abril de 2019

Centenário de Waldir Calmon (2)

Surgimento do Selo Rádio



A Rádio Serviços e Propaganda foi uma produtora totalmente dedicada, como o nome já dizia, ao maior veículo de comunicação de massa até os anos 60: o rádio. A empresa prestava serviços às emissoras, mas também atendia no varejo, gravando discursos, declamações, audições de alunos de canto etc... Como produtora, gravava jingles, entrevistas, reportagens externas, alugava equipamentos de som para comícios, fazia pesquisa de mercado, campanhas publicitárias no rádio, elaborava scripts de programas, novelas etc...

No final dos anos 1940, a Rádio Serviços e Propaganda Ltda contratou Waldir Calmon e seu conjunto para uma série de apresentações transmitida, em cadeia nacional, pelas Emissoras Associadas (no Rio de Janeiro, pela rádio Tamoio), tornando-o famoso em todo Brasil. O programa, produzido por Antônio Maria e apresentado por Luís Jatobá, chamava-se Balcão de Melodias e ia ao ar às terças e quintas-feiras, 21:15h, com o patrocínio do Colírio Moura Brasil. O Balcão de Melodias fez tanto sucesso que a Rádio Serviços montou um estúdio para gravação de discos profissionais e comprou uma fábrica para a prensagem dos vinis, em Petrópolis, RJ. Nascia então o selo Rádio com o dez polegadas Ritmos Melódicos - que possuía oito das músicas mais solicitadas no programa. Waldir entrava para a história fonográfica como o primeiro artista a gravar um long-play de dez polegadas na América do Sul (Rádio, 1952).

Em tempo: o jingle do Colírio Moura Brasil, "duas gotas, dois minutos, dois olhos claros e bonitos", do rei dos jingles Miguel Gustavo, também foi gravado por Waldir Calmon. Nas fotos:
1 - Acima, capa do dez polegadas Ritmos Melódicos (Rádio, 1952)
2 - Contracapa
3 - Selos do vinil Ritmos Melódicos 3, mostrando a logo da Rádio.
4 - O mítico locutor Luiz Jatobá.
5 - Anúncio da Rádio Serviços e Propaganda na Revista do Rádio (pág 44, n° 17, julho de 1949)






No video acima, uma das faixas do vinil Ritmos Melódicos 1: Um Caso de Amor (Aldo Taranto).